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O Governador do Piauí enviou para a ALEPI um novo pedido de empréstimo no valor de R$ 700 milhões.

Você tem ideia do que isso significa?

06/08/2021 09h26 Atualizada há 1 mês
Por: Redação
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Segundo o Boletim de Finanças dos Entes subnacionais, divulgado pelo Tesouro Nacional em 2020, o Piauí já apresentava alguns dados preocupantes:

O Piauí foi o único estado brasileiro que piorou sua capacidade de pagamento, que foi rebaixada de B para C em 2019. A relação entre Obrigações Financeiras e Disponibilidade de Caixa, por exemplo, mostrou que para cada 1 real existente no caixa do Estado, havia 3,47 em dívidas financeiras.

Em 2020, o Estado voltou para a nota B, mas a situação ainda é crítica.
No final de 2019, o Piauí ocupava 2º lugar entre os estados brasileiros na relação Operações de Crédito/Receita Corrente Líquida, atingindo 23,9%. Isso quer dizer que a cada 100 reais que o Estado arrecada, toma mais 23,90 emprestado.

No ano de 2019, mesmo com tantos empréstimos, o nível de investimento do Estado caiu nos últimos anos. Somente em 2020 que teve um leve aumento.
Entre 2016 e 2019, a receita corrente do Estado aumentou de 8,859 bilhões para 11,176 bilhões (aumento de 26,15%). No mesmo período, a realização de investimentos caiu de 838 milhões para 594 milhões (redução de 41,07%). Já no ano de 2020, o total de investimentos subiu para 837 milhões.

No mesmo período, as despesas com o pagamento do principal e dos juros da dívida saíram de 393 milhões em 2016 para 751 milhões em 2019. Em 2020, esse valor foi de 558 milhões.

Vale lembrar que em 2020 o Estado do Piauí teve reforço de caixa com expressivas transferências de recursos do Governo Federal.

A União repassou ao Estado 6,7 bilhões em 2020, 2,5 bilhões a mais do que a previsão inicial do orçamento estadual. Esses números deixam claro que a realização de sucessivos empréstimos não tem contribuído para alavancar os investimentos em nosso Estado e que os resultados de 2020 estão “inflados” pelos inúmeros repasses federais.

O novo relatório da Secretaria do Tesouro Nacional deverá sair em outubro desse ano e, por causa da pandemia, o resultado deve ser ainda mais preocupante.

Os artigos de autoria dos colunistas não representam necessariamente a opinião do Custo Piauí.

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